Segundo Adler, o homem tem necessidade inata de sociabilidade, que se não satisfeita, poderá ser uma via direta para a neurose. Para ele, a neurose, em geral, é “a atitude contrária ao sentimento social e incompatível com a adaptação ao ambiente”. Também Pierre Janet, diz deste um sentimento de incompletude.

Vemos que a necessidade de conviver é primordial para o desenvolvimento do ser humano em todos os aspectos: físico, emocional, mental e espiritual.

A falta do desenvolvimento social, no estado adulto, pode ser por motivo de estar apegado ao estado infantil do egocentrismo e narcisismo egoístico.

O medo da perda da liberdade acaba por aprisionar estas pessoas à solidão, ao egoísmo e ao amor por si mesmas, com extremo afinco, tornando-as avessas a qualquer convivência.

O convívio com os demais força a uma conciliação adaptativa entre os convívios, pois concessões, de ambas as partes, possibilitam uma sociabilização sadia.

Isto, Jung chamou de “Persona”, que é um fenômeno social de uma máscara onde as pessoas se refugiam, como uma “falsa” adaptação à sociedade útil e inevitável, durante um período, para a conseguir se inseri socialmente até que adapte-se com autenticidade, com desenvolvimento individual, com sentimento social, estabelecendo corretas relações humanas.

A sociedade define o todo como formado por todos nós.

Não existe eu sem você e nem você sem mim, porque somos o todo que forma esta sociedade.

Viver corretamente faz com que a continuidade da vida se estabeleça. Contudo, as desqualificações da alma fazem com que o homem não permaneça e tampouco se realize como Ser. A vida só é vida quando temos a consciência de nós como seres corporativos.

A maturidade social é a saída do mundo pessoal para o mundo comunitário de ideias equivalentes ou não, participando para o surgimento de mais ideias e a expansão do mundo que se vive.

A maturidade social nos leva a um mínimo de amor pelo outro, bem como respeito e noção de igualdade entre, pelo menos, o que se consideram afins.